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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Cidades

Gabi Guimarães critica Flávio Bolsonaro e apoia Richarlison na polêmica da ilha

A jogadora de vôlei questionou a origem do dinheiro de Flávio para comprar um imóvel em Angra.

Gabi Guimarães critica Flávio Bolsonaro e apoia Richarlison na polêmica da ilha
Foto: Reprodução / No Ataque

A capitã da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei, Gabi Guimarães, voltou a se manifestar sobre questões políticas neste sábado, 17 de outubro de 2026. Em suas redes sociais, a atleta expressou apoio à reeleição do presidente Lula (PT) e levantou questionamentos sobre a fortuna do senador Flávio Bolsonaro (PL), especialmente no contexto de uma disputa judicial envolvendo uma ilha em Angra dos Reis.

Gabi fez um post no Instagram onde questionou: “Como ele (Bolsonaro) tem dinheiro para comprar uma ilha? Me responde aí, por favor.” A declaração surge em meio a uma controvérsia onde o atacante Richarlison, do Tottenham, alega que sua propriedade foi “roubada” por Flávio durante um processo de registro de posse.

Richarlison, em vídeos publicados em suas redes sociais, detalhou a situação envolvendo a ilha, que ele comprou entre 2020 e 2021. O jogador afirmou que, após recusar propostas de compra, incluindo uma de Flávio Bolsonaro, enfrentou problemas para registrar oficialmente a propriedade. Segundo ele, enquanto a documentação estava sendo resolvida na Justiça, Flávio e um advogado amigo dele conseguiram obter a posse da ilha rapidamente.

Richarlison pede investigação da Polícia Federal

No vídeo, Richarlison menciona ter investido cerca de R$ 10 milhões na compra da ilha e lamenta não ter recebido nada em troca. Ele também faz um apelo à Polícia Federal para que investigue a situação, buscando recuperar seu investimento. “Eu nem quero a ilha de volta não. Se eu recuperar esse dinheiro, parte eu estarei doando para o Hospital lá da minha cidade, de Nova Venécia, para ajudar o hospital”, afirmou o jogador.

Histórico da disputa judicial

A disputa pela ilha começou em 2020, quando a Sport 70 Intermediação de Negócios, ligada a Richarlison, negociou os direitos de ocupação do imóvel. Logo depois, outra empresa, a WT Administração de Imóveis e Bens, reivindicou a posse, alegando contratos anteriores. A batalha judicial se estendeu pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em junho de 2025, o STJ decidiu a favor da empresa de Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, encerrando a disputa após a desistência dos autores.

O nome de Flávio Bolsonaro ganhou notoriedade no caso por sua visita à ilha antes do final das negociações, além de evidências de que ele estava interessado na compra do imóvel. Essa associação levou a uma série de questionamentos sobre suas finanças e a origem de seu patrimônio, especialmente considerando a declaração de Gabi Guimarães.

Essa troca de declarações entre Gabi e Richarlison e Flávio Bolsonaro reflete um clima político tenso no Brasil, onde figuras públicas utilizam suas plataformas para expor opiniões e questionamentos sobre a ética e a legalidade nas transações financeiras e políticas.

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