O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou uma denúncia contra Adenilson da Silva Vieira, de 53 anos, por homicídio triplamente qualificado. O crime ocorreu em 11 de agosto de 2026, na zona rural de São Domingos das Dores, na região de Inhapim, e foi motivado por uma disputa entre vizinhos relacionada à poda de um pé de manga e desavenças sobre limites de terras.
A vítima, Eberton Silvestre Guimarães Barros, de 41 anos, realizava a poda da árvore acompanhado de seu filho, Davi Wesley Nascimento Barros, quando o vizinho Miguel Chagas da Silva exigiu que interrompessem o serviço. Apesar das explicações, Miguel sacou um revólver e disparou contra Eberton, que foi gravemente ferido e acabou caindo ao chão.
Luta pela defesa
Após ver seu pai baleado, Davi entrou em luta corporal com Miguel e conseguiu desarmá-lo. Mesmo sem a arma, Miguel continuou a agredir Davi utilizando um pedaço de madeira. Para se proteger e proteger seu pai, Davi disparou uma vez contra Miguel, que morreu no local.
Após o incidente, Davi deixou a cena para procurar ajuda. O MPMG decidiu arquivar o processo contra o jovem, reconhecendo que ele agiu em legítima defesa, utilizando os meios necessários para repelir uma agressão injusta.
Agravantes e nova denúncia
Durante a ausência de Davi, Adenilson, filho de Miguel, se juntou ao ato violento do pai. Aproveitando-se da situação em que Eberton estava caído e gravemente ferido, Adenilson se aproximou da vítima e desferiu um golpe de madeira em sua cabeça, causando fratura e traumatismo craniano.
Eberton foi socorrido por familiares e levado ao Hospital Irmã Denise, em Caratinga, mas não sobreviveu aos ferimentos. Diante dos acontecimentos, o MPMG requereu que Adenilson fosse pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim.
Além disso, o Ministério Público pediu uma indenização mínima de R$ 150 mil para os herdeiros de Eberton e a manutenção de medidas cautelares que garantam o afastamento de Adenilson.


