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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Saúde

Câmara analisa projeto que altera avaliação de novos tratamentos no SUS

Nova proposta divide avaliação em duas fases e busca melhorar a relação custo-benefício.

Câmara analisa projeto que altera avaliação de novos tratamentos no SUS
Foto: Reprodução / Agência Câmara de Notícias

O Projeto de Lei (PL) 1738/26, que propõe mudanças na Lei Orgânica da Saúde, está em análise na Câmara dos Deputados e promete reformular o processo de incorporação de novas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS). O principal objetivo da proposta é dividir a avaliação de novos medicamentos, produtos e procedimentos em duas etapas distintas.

Novas fases no processo de avaliação

Atualmente, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) realiza a avaliação científica e econômica de forma simultânea. Com a nova proposta, a avaliação será realizada em duas fases: a primeira se concentrará na análise científica e clínica, que considera eficácia, efetividade e segurança dos produtos. Apenas após essa etapa, será feita a avaliação econômica, que compara os custos da nova tecnologia com as opções já disponíveis no SUS.

Negociação de preços e maior transparência

Durante a fase econômica, o projeto estabelece que haverá uma etapa formal de negociação entre o Ministério da Saúde e os fabricantes ou detentores das novas tecnologias. Essa negociação tem como intuito ajustar preços e condições antes que a decisão sobre a oferta aos pacientes seja tomada, visando a melhoria da relação custo-benefício.

Além disso, o texto prevê a possibilidade de reuniões preliminares de apresentação, que poderão ser solicitadas pelo fabricante ou convocadas pela Conitec. Essas reuniões contarão com a participação de especialistas, sociedades médicas, representantes da sociedade civil e Núcleos de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS).

Justificativa dos autores e próximos passos

Os deputados Silvia Cristina (PP-RO) e Geraldo Resende (União-MS), autores do projeto, defendem que a mudança trará mais transparência e racionalidade aos gastos públicos. Eles argumentam que o faseamento permitirá maior clareza sobre os obstáculos à incorporação das tecnologias avaliadas, possibilitando ajustes nos parâmetros econômicos para beneficiar os pacientes.

Se o projeto for aprovado, ele entrará em vigor 180 dias após sua publicação. O PL tramita em caráter conclusivo e precisa passar pelas comissões de Saúde, e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votado pelo plenário da Câmara e, posteriormente, pelo Senado.

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