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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Cidades

Estudantes da UFF iniciam mobilização após resultados das eleições de 2026

Protestos em Niterói refletem preocupações com a educação e a democracia.

Estudantes da UFF iniciam mobilização após resultados das eleições de 2026
Foto: Reprodução / Agência Brasil — Política

Um ato realizado por estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) na segunda-feira, 5 de outubro, marcou o início de uma mobilização significativa após o primeiro turno das eleições de 2026. Com a insatisfação em relação ao resultado, o protesto se tornou um espaço para expressar a angústia dos jovens frente ao que consideram uma ameaça à educação e à democracia.

O evento, organizado pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga e pela Associação Atlética Acadêmica Camillo Guerreiro, ambos do curso de direito, atraiu centenas de participantes em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mesmo em uma noite chuvosa. O cartaz que chamou a atenção trazia a mensagem: “O abalo e o espanto precisam se transformar em movimento”.

Motivações para o protesto

O resultado da eleição foi um dos principais motivadores do ato. O senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula, reeleito, teve 45%. Para os estudantes, a vitória de Flávio representava um risco para as universidades, já que ele havia proposto transferir a gestão das instituições do Ministério da Educação para o de Ciência e Tecnologia, com menos verba disponível.

Valentina Cruz, diretora do Centro Acadêmico de Direito, explicou que essa mudança poderia acarretar cortes significativos em áreas essenciais, como infraestrutura e auxílios para estudantes, especialmente aqueles de baixa renda. Ela e outros estudantes compararam o cenário atual com o período do governo de Jair Bolsonaro, que havia imposto severos cortes nas verbas para as universidades.

Ato de resistência

O ato foi concebido como uma resposta ao resultado eleitoral e, inicialmente, era destinado apenas a alunos e professores. Contudo, a mobilização rapidamente ganhou proporções maiores, com a participação de moradores e transeuntes que se juntaram à passeata. O grupo percorreu ruas em Niterói, passando pela reitoria da UFF até a Faculdade de Direito, onde a bandeira do Direito Antifascista foi aberta.

João Paulo Armando, outro diretor do centro acadêmico, destacou a necessidade de agir diante da situação alarmante. Eles perceberam que a luta não era apenas pela educação, mas também pela defesa de direitos civis e da democracia.

Repercussões e desdobramentos

A mobilização logo se espalhou pelo Brasil. No dia 7 de outubro, estudantes do Rio de Janeiro ocuparam o centro da cidade em mais um protesto, enfatizando a importância da educação pública e a defesa da democracia. Em Brasília, multidões se reuniram na Esplanada dos Ministérios, refletindo um sentimento de revolta e resistência.

Isabela Casalini, aluna de desenho industrial da UFF, expressou que a manifestação foi um ponto de partida para uma mobilização contínua, enfatizando a determinação dos jovens em se posicionar e lutar por seus direitos.

O que se sabe até agora

  • Estudantes da UFF realizaram protestos após o primeiro turno das eleições de 2026.
  • A mobilização se originou de preocupações com a educação e a democracia.
  • Protestos se espalharam por diversas cidades, incluindo Niterói e Brasília.
  • A participação estudantil foi destacada como essencial para a defesa de direitos civis.

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