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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Cidades

Médicos de Ipatinga retomam atendimentos após acordo e liminar do MPMG

Profissionais da saúde suspenderam greve e voltam ao trabalho nesta sexta-feira (6).

Médicos de Ipatinga retomam atendimentos após acordo e liminar do MPMG
Foto: Reprodução / Rádio Educadora

Os médicos que atuam na rede pública de saúde de Ipatinga voltaram aos atendimentos nesta sexta-feira (6), após decidirem suspender a greve que realizavam. Essa decisão ocorreu logo depois da concessão de uma liminar pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que resultou em um acordo sobre o pagamento de salários atrasados.

Um comunicado oficial dos médicos informou que a retomada das atividades foi aprovada em função do compromisso judicial que garante a quitação das pendências financeiras referentes aos serviços prestados no mês de julho. Além disso, ficou estabelecido que a administração municipal deverá efetuar o pagamento referente a agosto até o dia 15 de novembro.

Contexto da paralisação

A crise na saúde pública de Ipatinga começou em 1º de novembro, quando os médicos decidiram interromper seus serviços em protesto pela falta de pagamento. O Executivo havia prometido quitar uma segunda parcela de débitos, no valor de R$ 1.799.169,30, até o dia 31 de outubro, mas não cumpriu o prazo. A ausência dos profissionais resultou em uma grave sobrecarga na rede de urgência, com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) operando com ocupação superior a 200% de sua capacidade, além de restrições nas escalas de plantão e fechamento de áreas de atendimento.

Ação do Ministério Público

Em resposta à crise, a 9ª Promotoria de Justiça de Ipatinga entrou com uma ação cautelar de urgência. Na quinta-feira (5), a Justiça acatou a solicitação, estabelecendo um prazo de 48 horas para a recomposição das escalas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Policlínica, UPA e Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM). A decisão judicial também fixou um prazo de cinco dias para a regularização dos pagamentos, com uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, até o limite de R$ 500 mil.

Mobilização contínua

Embora os médicos tenham voltado ao trabalho, eles permanecem em estado de alerta e mobilizados para garantir que as datas acordadas pelo Executivo sejam cumpridas. A categoria enfatiza a importância de resguardar a dignidade da prática médica na cidade, demonstrando vigilância em relação ao cumprimento das obrigações financeiras por parte da administração municipal.

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