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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Saúde

Acessibilidade em exames de câncer para mulheres com deficiência avança na Câmara

Comissão de Saúde aprova proposta que garante adaptações em serviços de saúde.

Acessibilidade em exames de câncer para mulheres com deficiência avança na Câmara
Foto: Reprodução / Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados avançou na luta pela inclusão ao aprovar uma proposta que visa melhorar a acessibilidade de mulheres com deficiência em exames de prevenção ao câncer. A alteração na Lei de Prevenção do Câncer de Colo Uterino e de Mama (Lei 11.664/08) é fruto do Projeto de Lei 465/25, de autoria da deputada Ana Paula Lima (PT-SC).

A proposta, que recebeu um substitutivo da relatora, deputada Flávia Morais (MDB-GO), trouxe mudanças significativas em relação ao texto inicial, que previa a criação de uma legislação separada e a vedação imediata do credenciamento de serviços de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) que não estivessem adequados a normas de acessibilidade.

Alterações para garantir a inclusão

Após análise, a relatora optou por reformular a proposta com base em um relatório do Ministério da Saúde. O documento alertou para a possibilidade de que a vedação automática resultasse em um descredenciamento em massa, o que poderia impactar negativamente a disponibilidade de serviços de saúde, especialmente em regiões com menor infraestrutura.

Flávia Morais explicou que essa abordagem poderia gerar consequências indesejadas, dificultando o acesso da população a exames preventivos. Assim, a versão revisada propõe que as adequações físicas e operacionais das unidades de saúde sejam realizadas de maneira gradual, assegurando a continuidade dos atendimentos enquanto se ajustam os serviços às normas estabelecidas pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/15).

Novos direitos e tecnologia neutra

Além de garantir adaptações nas unidades de saúde, o substitutivo introduz novos direitos na Lei de Prevenção do Câncer. A proposta também modernizou a terminologia utilizada, substituindo referências específicas como mamografia e papanicolau por um termo mais abrangente: “ações de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce”. Essa mudança busca evitar que a legislação se torne obsoleta com o avanço de novas tecnologias médicas.

Próximos passos para a aprovação

O projeto agora segue em caráter conclusivo para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para que a proposta se torne lei, ainda será necessário o aval da Câmara dos Deputados e do Senado.

O que se sabe até agora

  • A Comissão de Saúde aprovou uma proposta que visa melhorar a acessibilidade nos serviços de saúde.
  • As adequações devem ocorrer de forma progressiva para garantir a continuidade do atendimento.
  • A proposta moderniza a linguagem da legislação para se adaptar a novas tecnologias.
  • O projeto aguarda análise da CCJ antes de seguir para o Senado.

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