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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Economia

Dólar atinge R$ 5,44 e tem maior alta semanal desde a crise de 2008

Mercado financeiro fecha outubro com forte pressão, refletindo incertezas políticas e internacionais.

Dólar atinge R$ 5,44 e tem maior alta semanal desde a crise de 2008
Imagem ilustrativa gerada por IA

O mês de outubro termina com um cenário desafiador para o mercado financeiro brasileiro, marcado pela alta expressiva do dólar e pela queda significativa da bolsa de valores. Na última sexta-feira (30), a moeda americana avançou cerca de 1%, fechando a R$ 5,446, enquanto o índice Ibovespa recuou 0,75%, terminando o dia com 167.921,80 pontos.

Ao longo da semana, o dólar acumulou uma valorização superior a 9%, a maior desde a crise financeira de 2008. Em contrapartida, o Ibovespa registrou a pior desvalorização semanal desde março de 2020, período inicial da pandemia de covid-19.

O desempenho dos ativos financeiros no Brasil foi afetado por diversos fatores, incluindo os ajustes no mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as incertezas acerca da política fiscal do país. No cenário internacional, a forte desvalorização das ações de empresas de tecnologia também influenciou o desempenho do dólar e das bolsas ao redor do mundo.

Números do fechamento

Os números do dia foram marcantes: o dólar à vista fechou em alta de 1,09%, atingindo R$ 5,446, no maior valor de fechamento do ano. Durante a sessão, a moeda chegou a ser cotada a R$ 5,463. Na comparação mensal, o dólar valorizou 5,27%, e acumula uma alta de 0,81% no ano.

Pressões sobre o real

Parte da volatilidade observada no mercado pode ser atribuída à formação da Ptax de fim de mês, uma taxa calculada pelo Banco Central e que serve de referência para liquidação de contratos futuros de câmbio. Além disso, a expectativa pela composição da nova equipe econômica e a apresentação de medidas relacionadas às contas públicas mantiveram os investidores em alerta.

Outro fator que contribuiu para a pressão sobre o real foi a busca por proteção cambial antes do feriado de Finados, que ocorre na segunda-feira (2). O cenário internacional também se mostrou desfavorável, com a moeda americana valorizando-se frente a outras divisas de países emergentes, em um dia que teve turbulências relacionadas a empresas de tecnologia.

Desempenho da bolsa

O Ibovespa, por sua vez, enfrentou uma sequência de perdas, encerrando o pregão de sexta-feira com uma queda acumulada de 18,12% na semana. Este foi o maior recuo semanal desde março de 2020, quando o índice caiu 18,88% devido aos impactos iniciais da pandemia. Em outubro, a bolsa brasileira teve uma desvalorização de 9,88%, o pior desempenho mensal desde junho de 2022.

A pressão sobre as ações foi intensificada após a reeleição de Lula, com o primeiro pregão seguinte ao resultado eleitoral acionando o circuit breaker, um mecanismo que suspende temporariamente as negociações diante de perdas significativas. Além disso, a saída de recursos estrangeiros do mercado contribuiu para a pressão sobre os ativos, com uma retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões nos três primeiros pregões da semana.

O que se sabe até agora

  • Dólar fechou a R$ 5,446, com alta de 1,09% na última sexta-feira.
  • Na semana, a moeda americana acumulou valorização de 9,15%, a maior desde 2008.
  • Ibovespa recuou 0,75%, totalizando uma queda de 18,12% na semana.
  • Expectativas sobre a nova equipe econômica e política fiscal geram incertezas no mercado.

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