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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Cidades

Denúncia por homicídio triplamente qualificado em São Domingos das Dores

Conflito entre vizinhos culmina em morte após disputa por árvore frutífera.

Denúncia por homicídio triplamente qualificado em São Domingos das Dores
Foto: Reprodução / Rádio Educadora

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou uma denúncia contra Adenilson da Silva Vieira, de 53 anos, por homicídio triplamente qualificado. O crime ocorreu em 11 de agosto de 2026, na zona rural de São Domingos das Dores, na região de Inhapim, e foi motivado por uma disputa entre vizinhos relacionada à poda de um pé de manga e desavenças sobre limites de terras.

A vítima, Eberton Silvestre Guimarães Barros, de 41 anos, realizava a poda da árvore acompanhado de seu filho, Davi Wesley Nascimento Barros, quando o vizinho Miguel Chagas da Silva exigiu que interrompessem o serviço. Apesar das explicações, Miguel sacou um revólver e disparou contra Eberton, que foi gravemente ferido e acabou caindo ao chão.

Luta pela defesa

Após ver seu pai baleado, Davi entrou em luta corporal com Miguel e conseguiu desarmá-lo. Mesmo sem a arma, Miguel continuou a agredir Davi utilizando um pedaço de madeira. Para se proteger e proteger seu pai, Davi disparou uma vez contra Miguel, que morreu no local.

Após o incidente, Davi deixou a cena para procurar ajuda. O MPMG decidiu arquivar o processo contra o jovem, reconhecendo que ele agiu em legítima defesa, utilizando os meios necessários para repelir uma agressão injusta.

Agravantes e nova denúncia

Durante a ausência de Davi, Adenilson, filho de Miguel, se juntou ao ato violento do pai. Aproveitando-se da situação em que Eberton estava caído e gravemente ferido, Adenilson se aproximou da vítima e desferiu um golpe de madeira em sua cabeça, causando fratura e traumatismo craniano.

Eberton foi socorrido por familiares e levado ao Hospital Irmã Denise, em Caratinga, mas não sobreviveu aos ferimentos. Diante dos acontecimentos, o MPMG requereu que Adenilson fosse pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim.

Além disso, o Ministério Público pediu uma indenização mínima de R$ 150 mil para os herdeiros de Eberton e a manutenção de medidas cautelares que garantam o afastamento de Adenilson.

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