A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (28) uma operação que visa combater a exploração sexual de adolescentes. A ação tem como foco uma rede criminosa suspeita de produzir e disseminar vídeos de conteúdo sexual com vítimas menores de idade.
Os policiais estão cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão contra indivíduos envolvidos nesse esquema, que é classificado pela polícia como um caso de escravidão sexual. As investigações revelaram uma série de crimes graves, incluindo estupros coletivos, torturas, ameaças e chantagens, além da produção de vídeos abusivos.
Entenda a investigação
A investigação teve início em julho de 2026, após a prisão de um assessor parlamentar, acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos em Niterói. Durante a apuração, foram apreendidos computadores e celulares, que ajudaram a descobrir a extensão do envolvimento de outras pessoas na exploração sexual de adolescentes.
De acordo com a nota divulgada pela Polícia Civil, o esquema envolvia a produção de vídeos de violência sexual, que eram utilizados como forma de chantagem. As adolescentes eram ameaçadas com a divulgação das imagens, criando um ciclo de controle que perpetuava os abusos. “O mecanismo de chantagem, associado a agressões físicas e psicológicas, era empregado para manter as vítimas sob controle e submetê-las a novos abusos”, informou a polícia.
Consequências e reações
A operação evidencia a gravidade do problema da exploração sexual de adolescentes no Brasil e a necessidade de ações efetivas para combater esse tipo de crime. O caso do assessor parlamentar, que impulsionou a investigação, ressalta a importância de se responsabilizar aqueles que abusam de jovens e vulneráveis.
Além das prisões, a operação busca desmantelar a rede criminosa e proteger as vítimas, que frequentemente se encontram em situações de vulnerabilidade extrema. O apoio psicológico e jurídico é fundamental para a recuperação das adolescentes afetadas por esses abusos.
O que se sabe até agora
- A operação da Polícia Civil foi realizada nesta quarta-feira (28).
- Suspeitos de uma rede criminosa estão sendo presos e investigados.
- A investigação começou após a prisão de um assessor parlamentar em julho de 2026.
- As vítimas eram ameaçadas com a divulgação de vídeos de violência sexual.


