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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Embaixador cubano alerta sobre risco de invasão dos EUA

Cuba se diz preparada para uma possível agressão militar americana, segundo seu embaixador no Brasil.

Embaixador cubano alerta sobre risco de invasão dos EUA
Foto: Reprodução / Agência Brasil — Internacional

O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, destacou em entrevista à Agência Brasil que o risco de uma invasão da ilha pelos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, é real e deve ser levado a sério. Segundo ele, tanto o governo cubano quanto a população estão se preparando para essa eventualidade.

Palomo afirmou que “o povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA” e que não é possível ignorar as intenções americanas. Ele fez um apelo à comunidade internacional e à imprensa, pedindo que não aceitem a normalização de uma agressão militar contra Cuba. O diplomata enfatizou que a maioria dos cubanos defende a soberania da ilha e que a nação tem um histórico de luta.

Pressão econômica dos EUA

Desde o retorno de Donald Trump à presidência em janeiro de 2025, as tensões entre Estados Unidos e Cuba se intensificaram. O governo americano impôs novas sanções, incluindo um bloqueio energético que deixou Cuba sem receber petróleo por três meses. O embaixador mencionou que o presidente Trump chegou a afirmar que teria a “honra de tomar Cuba” e, meses depois, comentou que o país seria “cuidado” após o Irã.

As ações de pressão econômica têm impactado severamente o turismo em Cuba, setor vital para a economia local. A crescente dificuldade em realizar voos internacionais e a saída de empresas estrangeiras, incluindo serviços financeiros como a Visa, são reflexos dessas sanções.

Acusações e a percepção cubana

A Casa Branca, por sua vez, classificou Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária”. Em resposta, Palomo refutou as alegações, considerando-as “ridículas”. Ele argumentou que um país pequeno e economicamente asfixiado não pode representar um risco à potência americana. O embaixador também comparou uma possível agressão militar dos EUA a um genocídio, dada a disparidade de forças entre os dois países.

Palomo advertiu que uma invasão teria repercussões além das fronteiras cubanas, podendo afetar a diáspora cubana nos EUA e desencadear um conflito regional. A posição geográfica da ilha, a apenas 90 milhas do território americano, torna qualquer ação militar arriscada e imprevisível.

O que se sabe até agora

  • Cuba se diz preparada para um possível ataque dos EUA.
  • As sanções americanas têm prejudicado severamente a economia cubana.
  • Palomo refuta as acusações de que Cuba representa uma ameaça aos EUA.
  • Uma invasão poderia ter consequências regionais significativas.

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