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terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Saúde

Prematuridade: A importância do acompanhamento após a alta hospitalar

Novembro Roxo destaca cuidados essenciais para bebês prematuros após a alta.

Prematuridade: A importância do acompanhamento após a alta hospitalar
Foto: Reprodução / Agência Brasil — Saúde

O mês de novembro traz à tona a campanha Novembro Roxo, que visa conscientizar a população sobre a necessidade de acompanhamento contínuo para bebês prematuros após a alta hospitalar. Nascidos antes das 37 semanas de gestação, esses pequenos ainda requerem cuidados especiais que vão além da sobrevivência neonatal.

A campanha, realizada em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como lema: “Prematuro: pequeno no tamanho, grande no potencial. Investir no acompanhamento pós-alta é proteger o futuro”. A ideia central é enfatizar a importância de garantir a saúde, o crescimento e o desenvolvimento das crianças que nascem prematuramente.

De acordo com Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com, a campanha é uma chance de aumentar a conscientização sobre as necessidades dos prematuros. “Por muito tempo, a discussão se concentrou apenas na sobrevivência e nos desafios da internação. Precisamos avançar para entender o que ocorre após a alta”, destacou.

Apoio e orientação às famílias

Suguitani ressaltou que, mesmo após a alta hospitalar, as famílias enfrentam desafios e necessitam de orientação e acesso a especialistas. O acompanhamento adequado pode oferecer às crianças a oportunidade de alcançar seu potencial, respeitando suas individualidades.

Ela também alertou para a importância de não transformar a prematuridade em uma narrativa de superação forçada. “O acompanhamento não elimina todos os riscos, mas permite reconhecer necessidades e oferecer suporte a cada etapa do desenvolvimento”, afirmou.

Dados sobre internações de prematuros

Um levantamento realizado pelo Grupo IAG Saúde revelou que, entre janeiro de 2022 e junho de 2026, houve 75.301 internações relacionadas ao parto prematuro, sendo que 53,7% dos casos necessitaram de cuidados intensivos. A permanência média no hospital foi de 15,2 dias, mas bebês com menos de 28 semanas permaneceram em média 49,4 dias.

Além disso, o estudo identificou 1.789 readmissões hospitalares nos primeiros 30 dias de vida, muitas relacionadas a icterícia e problemas respiratórios. Outro estudo da Universidade Federal de Minas Gerais acompanhou 34 crianças prematuras até os 12 meses, revelando que 18 delas apresentaram resultados alterados nos testes de desenvolvimento.

Desafios após a UTI neonatal

Rita Silveira, pediatra e neonatologista da UFRGS, explica que a alta de uma UTI neonatal traz um misto de emoções para os pais, que sentem felicidade pela melhora do estado de saúde do bebê, mas também insegurança em relação aos cuidados que ainda precisam ser seguidos. Ela afirma que o organismo de uma criança prematura ainda está se desenvolvendo e que o acompanhamento é crucial para o crescimento saudável.

Um exemplo impactante é o caso de Alícia Vitória, que nasceu com 27 semanas e, após uma longa internação, precisou de cuidados contínuos. Sua mãe, Patrícia Raquel Dantas Silveira, compartilha que a busca por informações e o deslocamento para consultas eram essenciais para o tratamento da condição da filha, que exigiu acompanhamento frequente nos primeiros anos de vida.

O que se sabe até agora

  • Novembro Roxo destaca a importância do acompanhamento pós-alta para bebês prematuros.
  • Dados mostram que muitos prematuros necessitam de cuidados intensivos e acompanhamento contínuo.
  • A campanha busca conscientizar sobre a necessidade de suporte às famílias após a alta hospitalar.
  • Casos reais como o de Alícia ilustram os desafios enfrentados por famílias de prematuros.

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