O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) contabilizou 189 denúncias de violência política durante o período eleitoral deste ano, um número alarmante que chama a atenção para a gravidade da situação. As queixas foram registradas através do Disque 100 e também diretamente à pasta ou a outros ministérios relacionados.
Essas denúncias foram encaminhadas formalmente a diversas instituições, incluindo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público, entre outros. O aumento das comunicações é um indicativo de que a violência política é uma preocupação crescente, especialmente em tempos eleitorais.
Aumento significativo de denúncias
Durante o período de 1° a 25 de outubro, o Disque 100 recebeu 90 denúncias, um aumento considerável em comparação com as 20 que foram registradas no mês anterior, setembro. O MDHC observou um pico nas denúncias nos dias das eleições, com 19 registros no primeiro turno, em 4 de outubro, e 8 no segundo turno, realizado em 25 de outubro. Juntas, essas datas representaram 30% do total de denúncias recebidas no período.
Outros canais de denúncia
Além das queixas recebidas pelo Disque 100, o MDHC também registrou 38 denúncias feitas por outros canais ou repassadas por ministérios parceiros. A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, recebeu 41 denúncias diretamente de parlamentares e representantes de partidos em uma reunião realizada na semana passada.
A pasta destacou que esses dados mostram um aumento considerável nos registros de violência política, abrangendo não apenas questões de gênero e raça, mas também o direito de votar e ser votado. “A livre expressão política é um direito constitucional fundamental para o exercício da cidadania e da democracia”, afirmou o ministério em nota.
O que se sabe até agora
- O MDHC recebeu 189 denúncias de violência política durante as eleições de 2026.
- O Disque 100 registrou 90 casos entre 1° e 25 de outubro.
- O aumento é significativo em relação a setembro, quando foram recebidas apenas 20 denúncias.
- As denúncias foram encaminhadas a várias instituições responsáveis pela segurança e direitos humanos.


