O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, destacou em entrevista à Agência Brasil que o risco de uma invasão da ilha pelos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, é real e deve ser levado a sério. Segundo ele, tanto o governo cubano quanto a população estão se preparando para essa eventualidade.
Palomo afirmou que “o povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA” e que não é possível ignorar as intenções americanas. Ele fez um apelo à comunidade internacional e à imprensa, pedindo que não aceitem a normalização de uma agressão militar contra Cuba. O diplomata enfatizou que a maioria dos cubanos defende a soberania da ilha e que a nação tem um histórico de luta.
Pressão econômica dos EUA
Desde o retorno de Donald Trump à presidência em janeiro de 2025, as tensões entre Estados Unidos e Cuba se intensificaram. O governo americano impôs novas sanções, incluindo um bloqueio energético que deixou Cuba sem receber petróleo por três meses. O embaixador mencionou que o presidente Trump chegou a afirmar que teria a “honra de tomar Cuba” e, meses depois, comentou que o país seria “cuidado” após o Irã.
As ações de pressão econômica têm impactado severamente o turismo em Cuba, setor vital para a economia local. A crescente dificuldade em realizar voos internacionais e a saída de empresas estrangeiras, incluindo serviços financeiros como a Visa, são reflexos dessas sanções.
Acusações e a percepção cubana
A Casa Branca, por sua vez, classificou Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária”. Em resposta, Palomo refutou as alegações, considerando-as “ridículas”. Ele argumentou que um país pequeno e economicamente asfixiado não pode representar um risco à potência americana. O embaixador também comparou uma possível agressão militar dos EUA a um genocídio, dada a disparidade de forças entre os dois países.
Palomo advertiu que uma invasão teria repercussões além das fronteiras cubanas, podendo afetar a diáspora cubana nos EUA e desencadear um conflito regional. A posição geográfica da ilha, a apenas 90 milhas do território americano, torna qualquer ação militar arriscada e imprevisível.
O que se sabe até agora
- Cuba se diz preparada para um possível ataque dos EUA.
- As sanções americanas têm prejudicado severamente a economia cubana.
- Palomo refuta as acusações de que Cuba representa uma ameaça aos EUA.
- Uma invasão poderia ter consequências regionais significativas.


