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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Política

TSE decide que lesão corporal contra mulher torna candidato inelegível

Condenação por violência de gênero impede registro de candidatura a deputado federal.

TSE decide que lesão corporal contra mulher torna candidato inelegível
Foto: Reprodução / Agência Brasil — Justiça

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira (29), que a condenação por lesão corporal em razão do gênero resulta em inelegibilidade. A decisão unânime dos ministros impactou o advogado João Francisco de Assis Neto, que teve seu pedido de candidatura a deputado federal por Alagoas negado.

O registro já havia sido rejeitado em setembro pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), após representação do senador Renan Calheiros (MDB-AL). O TSE reforçou que a lesão corporal contra mulheres, quando motivada pela condição de sexo feminino, é equiparada a crimes contra a vida, semelhante ao feminicídio.

Decisão unânime e implicações legais

Os ministros ressaltaram que a legislação vigente, a Lei da Ficha Limpa, estabelece que condenações por órgãos colegiados em crimes contra a vida e a dignidade sexual tornam o indivíduo inelegível por um período de oito anos. No caso de João Neto, a condenação ocorreu em duas instâncias da Justiça de Alagoas em 2025, após ele ter empurrado sua esposa, resultando em uma queda que a deixou com uma ferida e necessitando de cirurgia.

Embora o processo ainda não tenha transitado em julgado, os ministros do TSE esclareceram que a Lei da Ficha Limpa não exige tal condição para a inelegibilidade, bastando a condenação por um órgão colegiado, como é o caso da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas. Assim, os recursos do advogado seguem tramitando sem efeito suspensivo sobre a condenação.

Significado da decisão para a Justiça Eleitoral

O relator do caso, ministro Dias Toffoli, enfatizou que a decisão não representa uma inovação por parte da Justiça Eleitoral, mas sim uma aplicação da proteção legal à integridade física das mulheres. Ele destacou que a ação do TSE reafirma a jurisprudência existente e o que já está consagrado na legislação.

Durante a votação, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, classificou a decisão como um marco histórico para a Justiça Eleitoral, destacando que a corte está reafirmando a necessidade de proteção das mulheres em situações de violência.

O que se sabe até agora

  • Condenação de João Neto por lesão corporal tornou-o inelegível.
  • Decisão do TSE foi unânime e se baseou na Lei da Ficha Limpa.
  • Ministros destacaram a importância da proteção da integridade física da mulher.
  • Presidente do TSE considerou julgamento um momento histórico.

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