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segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Política

TSE refuta acusações de Flávio Bolsonaro sobre fiscais durante apuração

Candidato derrotado afirma que fiscais foram expulsos da sala-cofre, o que é negado pelo tribunal.

TSE refuta acusações de Flávio Bolsonaro sobre fiscais durante apuração
Foto: Reprodução / Agência Brasil — Justiça

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu nesta segunda-feira (26) as acusações feitas por Flávio Bolsonaro, candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, de que fiscais de seu partido, o PL, foram removidos da sala-cofre da Corte durante o processo de apuração dos votos.

Flávio Bolsonaro, que perdeu a disputa para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos, declarou em um discurso que não conseguiria reconhecer a vitória de Lula. Durante sua fala, ele alegou que a Justiça Eleitoral havia retirado os fiscais de sua equipe da sala-cofre, um espaço restrito do TSE.

Esclarecimentos do TSE

Em resposta às acusações, o TSE enfatizou que a sala-cofre não é um ambiente acessível ao público, e que outras áreas do tribunal, como a Sala de Totalização, estão disponíveis para a visitação de fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e representantes do Ministério Público. Essas áreas são utilizadas para monitorar a totalização e a divulgação dos resultados eleitorais desde o início do processo.

O tribunal confirmou que dois fiscais do PL estiveram presentes nas instalações do TSE, acompanhando o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do edifício-sede em Brasília. Além disso, os fiscais também tiveram acesso à Sala de Totalização e à Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar do prédio.

A nota oficial do TSE destacou que existem registros de presença dos fiscais nos locais visitados, além de filmagens na Sala de Totalização que comprovam o acesso dos representantes do PL às unidades do TSE.

Prorrogação da votação

Após o TSE consolidar o resultado das eleições, que culminou na vitória de Lula com 51,79% dos votos, Flávio Bolsonaro questionou a legitimidade do processo. Ele atribuiu a sua insatisfação à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, próximo ao horário de encerramento da votação, decidiu prorrogar o período de votação até as 19h em todo o Brasil. Essa medida foi tomada em resposta a pedidos da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoiava Lula, assim como da própria candidatura de Flávio, que também solicitou a extensão do tempo de votação ao TSE.

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