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terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Cidades

Novo laboratório da PF visa combater garimpo ilegal na Amazônia

Iniciativa busca fortalecer ações de fiscalização e rastreabilidade de minério na região.

Novo laboratório da PF visa combater garimpo ilegal na Amazônia
Foto: Reprodução / Agência Brasil — Geral

A Polícia Federal (PF) deu um passo significativo no combate ao garimpo ilegal ao inaugurar, nesta terça-feira (3), um Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral. Localizada no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília, a nova estrutura faz parte do Programa Ouro Alvo, que é apoiado pelo Fundo Amazônia.

Com um investimento de R$ 318,5 milhões, o programa é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O intuito é intensificar as ações de inteligência, fiscalização e repressão ao crime organizado na Amazônia.

O laboratório permitirá a análise detalhada de jazidas brasileiras, criando uma base científica para determinar a origem do minério. Isso facilitará a comparação entre amostras de ouro apreendidas e registros existentes, oferecendo evidências relevantes para investigações e ações de fiscalização.

Objetivos e impactos da iniciativa

A nova estrutura não apenas ajudará na identificação de atividades de exploração ilegal, mas também tem como meta coibir novos crimes relacionados à mineração irregular e ao desmatamento. O programa é estruturado em quatro eixos de atuação e envolve a colaboração da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e dos governos dos nove estados que compõem a Amazônia Legal.

Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, destacou a importância do laboratório, afirmando que ele representa um avanço crucial na luta contra o garimpo ilegal. Ele enfatizou que a capacidade de rastrear a origem do ouro e produzir provas científicas permitirá ao Brasil alcançar resultados significativos na redução do desmatamento.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, também comentou sobre a iniciativa, afirmando que a identificação do “DNA do ouro” fortalecerá a rastreabilidade do mineral e dificultará as ações de organizações criminosas. Ele reafirmou o compromisso do governo com a proteção ambiental e a construção de uma economia sustentável.

Integração de políticas públicas

Adalberto Maluf, secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, declarou que o laboratório é um marco no combate ao garimpo ilegal. Segundo ele, é fundamental ir além das operações pontuais e atacar o poder econômico que sustenta essas atividades criminosas. Ele acredita que, por meio da ciência, tecnologia e integração de políticas públicas, será possível atuar de forma mais eficaz, protegendo o meio ambiente e as populações indígenas e ribeirinhas afetadas.

O que se sabe até agora

  • A PF inaugurou um laboratório para rastrear a origem do ouro na Amazônia.
  • O Programa Ouro Alvo conta com R$ 318,5 milhões para fortalecer ações de combate ao garimpo ilegal.
  • O laboratório facilitará a análise de amostras de minério para associações com registros existentes.
  • A iniciativa busca inibir novos crimes relacionados à mineração e ao desmatamento.

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