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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Eleitores dos EUA rejeitam big techs e provocam queda nas ações de IA

Referendos mostram forte oposição a data centers e aumentam pressão por regulação.

Eleitores dos EUA rejeitam big techs e provocam queda nas ações de IA
Foto: Reprodução / Agência Brasil — Internacional

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), revelaram uma clara rejeição dos eleitores às iniciativas das grandes empresas de tecnologia, especialmente no que se refere à instalação de data centers. Dos 41 plebiscitos realizados em dez estados, 40 resultaram em negativa para os projetos propostos pelas big techs, refletindo o descontentamento da população com o aumento do custo de vida associado a essas megaestruturas.

Uma pesquisa da emissora NBC News, realizada com eleitores na boca da urna, indicou que 57% dos entrevistados acreditam que a inteligência artificial (IA) trará mais malefícios do que benefícios à sociedade. Além disso, 76% rejeitam a construção de data centers em suas comunidades, evidenciando uma preocupação crescente sobre os impactos ambientais e econômicos dessas instalações.

Impactos no mercado e na política

A reação dos eleitores teve repercussões imediatas no mercado financeiro, com ações do Nasdaq Composite caindo 5,5% na sexta-feira (6). André Roncaglia, diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), comentou que os resultados eleitorais abalaram a coalizão política que sustentava o ex-presidente Donald Trump, que contava com o apoio das big techs. Segundo Roncaglia, a falta de regulação para data centers levou a um aumento nos custos de energia e água nas localidades onde eles foram instalados, provocando uma reação popular.

A maioria dos plebiscitos foi impulsionada por iniciativas populares, com petições que pediam restrições ou proibições para data centers com capacidade igual ou superior a 25 megawatts. A ONG Ballotpedia, que acompanha esses resultados, registrou que apenas um dos 47 plebiscitos realizados até agora foi favorável ao desenvolvimento de data centers.

O futuro da regulação da IA

Com a nova configuração política, os democratas, que conquistaram a maioria na Câmara e no Senado, devem propor projetos de lei visando regulamentar a IA e proteger os consumidores. A deputada eleita pelo Arizona, Yassmin Ansari, enfatizou que a prioridade deve ser uma pausa no desenvolvimento de IA avançada e a implementação de controles rigorosos sobre a indústria, que atualmente é vista como descontrolada.

O debate sobre IA e data centers também se tornou uma questão central na política americana, com 56% dos eleitores considerando esses temas decisivos em sua escolha nas urnas. Paulo Abraão, diretor-executivo da Brazil Office Alliance, destacou que essa preocupação transcende as divisões partidárias tradicionais, refletindo uma demanda por controle democrático sobre a evolução tecnológica.

O que se sabe até agora

  • Dos 41 plebiscitos realizados, 40 foram contra a instalação de data centers.
  • 57% dos eleitores acreditam que a IA fará mais mal do que bem.
  • A queda nas ações de tecnologia foi uma reação imediata aos resultados eleitorais.
  • Democratas devem apresentar projetos para regulamentar a IA e proteger consumidores.

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